Desenvolvimento Socioemocional

Com o desenvolvimento da teoria do capital humano a educação se tornou um objeto de interesse para os estudos econômicos. A princípio a ideia era de que a educação consistia em um sinalizador de habilidades cognitivas, como habilidade matemática ou desempenho em testes de QI. Entretanto, estudos posteriores e a uma extensa visita à psicologia apresentaram uma nova ótica para o papel da escola.

Nesse contexto, se inserem as habilidades não cognitivas, relacionadas a aspectos da personalidade e estão ligadas ao desempenho escolar e ganhos futuros no mercado de trabalho, ou seja, salários. No entanto, não se resumem apenas a isso, as habilidades não cognitivas estão relacionadas com o desenvolvimento pessoal dos indivíduos ao longo da vida.

O grande interesse em estudar essas habilidades surge devido a sua maleabilidade. Enquanto, segundo evidências, as habilidades cognitivas cristalizam por volta dos 6 anos de idade as habilidades socioemocionais aparentam ser maleáveis ao longo de toda a vida. Este é um fato de grande interesse para o desenvolvimento de políticas públicas, uma vez que o desenvolvimento destas habilidades possa melhorar a vida e o desempenho escolar.

Projeto MINDSET

A teoria de Mindset, desenvolvida por Dweck (2006), fragmenta-se em dois tipos de mentalidade a saber: Mindset Fixo e Mindset de Crescimento. As pessoas de Mindset Fixo creem que suas habilidades são pouco (ou nada) maleáveis, isto é, não podem ser desenvolvidas ao longo da vida, e, por conseguinte, lidam pior com situações de fracasso, tem menos incentivos ao esforço e se preocupam demais em parecer bons. Já as pessoas de Mindset de Crescimento acreditam que a quantidade de esforço que colocam sobre seus objetivos e tarefas é determinante para o seu sucesso e, principalmente, para a sua aprendizagem.